segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Dia Internacional para a Abolição da Escravatura


Sempre que se fala em escravatura, vem à mente a imagem do negro, acorrentado, que vinha da África para a América/Europa nos navios negreiros do século 17 e 18. Naqueles dias, os negros eram usados como mão de obra barata para a acumulação de riqueza.

Apesar dos progressos registados, a abolição da escravatura é ainda uma meta em pleno século XXI, constituindo-se o dia 2 de dezembro como uma altura de reflexão e de luta contra esta realidade.
A escravatura ainda se faz sentir nos dias de hoje de várias formas: trabalho forçado, servidão obrigatória, tráfico de crianças e mulheres, prostituição, escravatura doméstica, trabalho infantil, casamentos combinados, entre outros.

A nova escravatura é mais vantajosa para os empresários que a da época das colonizações, pelo menos do ponto de vista financeiro e operacional.

Todos os anos, milhares de meninas e de mulheres são “recrutadas”, deslocadas e coagidas. No relatório de 2000 do Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP), estima-se que, por ano, quatro milhões de mulheres e de raparigas menores são vendidas aos seus esposos ou a mercadores de escravos. A UNICEF estima em 1,2 milhões o número de crianças atingidas anualmente pelo tráfico de seres humanos.

Recentemente chegou se a esta definição de escravatura com vista a prevenção, repressão e punição do tráfico de pessoas, em particular de mulheres e de crianças, refere-se a ela como o  recrutamento, transporte, transferência, recepção ou acolhimento de pessoas, pela ameaça ou pelo recurso à força ou a outras formas de coacção, por sequestro, fraude, vigarice, abuso de autoridade ou de uma situação de vulnerabilidade, ou pela oferta ou aceitação de pagamentos ou de vantagens para obter o consentimento para que uma pessoa tenha autoridade sobre outra para fins de exploração.

Esta escravatura do seculo 21 carreta custos gravíssimos a saúde mental de quem é vítima e de quem esta a redor da vítima, pode originar crises de pânico, ansiedade, depressão e até mesmo a suicídio que infelizmente é a “solução” que as pessoas encontram para fugir ao tormento.

Está mais do que altura de realmente conseguirmos abolir a escravatura, depende muito de nos, devemos estar sempre informados acerca das novas formas de escravatura e principalmente como identifica las e evitar cair em “armadilhas”. Sempre atentos para nos protegermos e ajudar ao próximo.



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