quarta-feira, 5 de julho de 2017

Proposta de alteração do Decreto-Lei n.º 3/2008, de 7 de janeiro

Retirado de: http://www.portugal.gov.pt/pt/consultas-publicas/consultas-legistativas-curso/20170704-medu-inclusao-escolar.aspx


REGIME LEGAL DA INCLUSÃO ESCOLAR

Proposta de alteração do Decreto-Lei n.º 3/2008, de 7 de janeiro
O XXI Governo Constitucional elege, como um dos seus objetivos principais na área da Educação, a promoção de uma escola de qualidade para todos, em que o sucesso escolar se constrói com a inclusão plena de todos os alunos, através da adoção de medidas que lhes garantam o acesso ao currículo e a aprendizagens significativas e efetivas.
Portugal é reconhecido internacionalmente como um dos países com mais integração de crianças e jovens com deficiência no sistema educativo, um caminho trilhado com sucesso nas últimas décadas e para o qual a aplicação do Decreto-Lei n.º 3/2008, de 7 de janeiro, alterado pela Lei n.º 21/2008, de 12 de maio, muito contribuiu.
Contudo, Portugal é ainda um país com baixas taxas de inclusão dos alunos no sistema educativo, subsistindo nas escolas um número significativo de jovens, com necessidades específicas, em espaços físicos ou curriculares segregados.
Esta constatação e a sua identificação por diferentes atores do setor sustenta a necessidade de se proceder a uma revisão do quadro legal em vigor, de modo a criar condições que permitam dar passos no caminho da construção de uma escola progressivamente mais inclusiva.
Neste sentido, através do Despacho n.º 7617/2016, de 8 de junho, o Governo constituiu um grupo de trabalho interministerial, com o objetivo de apresentar propostas de alteração ao Decreto-Lei n.º 3/2008, de 7 de Janeiro, alterado pela Lei n.º 21/2008, de 12 de maio.
Este grupo de trabalho foi coordenado por um representante do Secretário de Estado da Educação e contou com a participação de representantes da Secretária de Estado Adjunta e da Educação, da Secretária de Estado para a Inclusão das Pessoas com Deficiência, do Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE), da Direção-Geral da Educação (DGE), do Instituto Nacional para a Reabilitação (INR), do Instituto da Segurança Social (ISS), da Direção-Geral da Saúde (DGS), do Conselho das Escolas e da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP).
A proposta agora apresentada teve em conta, não apenas as conclusões de um grupo de trabalho constituído para o efeito na anterior legislatura, mas também as recomendações de um conjunto alargado de individualidades e instituições auscultadas, constituídas por:
  • Especialistas de reconhecido mérito na área da educação inclusiva, de diferentes universidades e países;
  • Associações profissionais e científicas ligadas à inclusão;
  • Associações de pais e encarregados de educação de crianças e jovens com deficiência;
  • Outras associações com atividade na área das necessidades educativas especiais;
  • Grupo de trabalho sobre educação especial da Comissão de Educação e Ciência da Assembleia da República;
  • Estruturas sindicais;
  • Entidades e indivíduos que manifestaram intenção de participar nas discussões do grupo de trabalho.
Em resultado da reflexão produzida e das recomendações apresentadas pelo grupo de trabalho, o Governo decidiu criar um novo regime legal que assenta num conjunto de princípios que aqui se enunciam:
  • A construção de procedimentos para uma escola inclusiva centrada no acesso ao currículo;
  • A igualdade de oportunidades como ponto de partida;
  • A abordagem multinível para a identificação de medidas de acesso ao currículo e às aprendizagens;
  • A cooperação e trabalho de equipa na identificação e promoção de trabalho para alunos com necessidades específicas;
  • A clarificação de papéis dos diferentes intervenientes;
  • A avaliação e certificação de todos os percursos de aprendizagem;
  • O reforço de intencionalidade na transição para a vida ativa.
O Governo, não obstante o processo alargado de auscultação já realizado pelo grupo de trabalho, decidiu submeter a proposta de decreto-lei a consulta pública, ficando a mesma disponível no portal do Governo e da Direção-Geral da Educação.
Até ao dia 31 de agosto de 2017, os interessados poderão analisar as soluções propostas e, sendo caso disso, apresentar as sugestões que entenderem úteis, através do seguinte endereço de correio eletrónico: edinclusiva@dge.mec.pt .

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Acesso à Licenciatura via TESP

Caros leitores,

aqui vos deixamos um exemplo de acesso a licenciatura via TeSP, sem ter que concretizar os exames de conclusão de 12.º ano.
Esta modalidade é especialmente interessante para os alunos do ensino profissional, pois permite além de acederem à licenciatura, deterem uma qualificação nível V.
Em baixo poderão ver um exemplo de progressão na Universidade do Algarve (extrato da apresentação de Filipa Perdigão e Eduardo Esteves no 4.º Encontro de Psicólogos dos Serviços de Orientação do Sul)


segunda-feira, 12 de junho de 2017

WorkShop "Um Percurso Alternativo do Ensino Secundário Profissional ao Ensino Superior"

Workshop Um percurso alternativo: do Ensino Secundário Profissional ao Ensino Superior” que decorrerá no Instituto Superior de Engenharia da Universidade do Algarve na sexta-feira 14 de junho pelas 10h00.

O programa do evento é o seguinte:
10h00 – Intervensões
- Professor António Mortal, Diretor do Instituto Superior de Engenharia da Universidade do Algarve.
- Professor Alexandre Costa, Diretor da Escola Secundária de Loulé.
- Doutor Sérgio Pedro, Serviço de Psicologia e Orientação do Agrupamento de Escolas Pinheiro e Rosa.
- Professor João Guerreiro, Presidente da Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior. 
11h00 – Pausa para café. 
11h30– Mesa redonda, debate: Oferta formativa – Ensino profissionalizante 
12h30 – Sessão de encerramento seguida de almoço nas instalações da UAlg


domingo, 21 de maio de 2017

Redes Sociais prejudiciais para a saúde mental dos jovens


Uma pesquisa revelou que o Instagram é a rede social que mais prejudica a saúde mental dos seus utilizadores. Os resultados apontam que quem frequenta esta rede tem maiores distúrbios de sono, descontentamento com a própria imagem, e medo de perder.