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quarta-feira, 5 de abril de 2023

Artigo de opinião: Estou ansioso... mas, sinto-me bem


Estou ansioso… mas, sinto-me bem.

Quantos de nós já viram uma criança ansiosa pelo Dia de Natal? Porém, todos consideramos que essa emoção é positiva. À semelhança de outros sentimentos, na ansiedade essa perceção está associada à gratificação/resposta positiva que esse sentimento nos traz.

Então e porque é que há pessoas que apesar de terem respostas positivas à sua ansiedade sentem mal-estar ou mesmo sofrimento físico ou psíquico?

Como Dan Gilbert defende, o nosso cérebro evoluiu para reagir a ameaças que tipicamente têm quatro caraterísticas: sejam intencionais; imorais; iminentes; instantâneas. Posto isto, cada indivíduo perante determinado assunto irá sentir um nível de preocupação ou ansiedade conforme percecione a gravidade de cada uma das premissas referidas.

Para melhor percebermos este conceito vamos abordar o “efeito vencedor”, onde os animais ou humanos (que ganham ou percecionam que ganharam) têm um aumento de testosterona, que os ajuda na motivação e na tomada de decisões de risco, ficando mais confiantes. De acordo com Ian Robertson quando a testosterona aumenta o nível da dopamina (o químico do cérebro que nos faz sentir bem e que é responsável pelo circuito de recompensa do cérebro) também aumenta. Quando a dopamina está elevada, afeta o nosso córtex pré-frontal, o qual é responsável pela nossa função executiva e onde temos os processos cognitivos mais importantes (resolução de problemas, planeamento, memória de trabalho), então conseguimos ver as opções que temos mais claramente e pensar mais rapidamente em situações de pressão.

O êxito e as vitórias também aumentam no sujeito os níveis de egocentrismo, reduzindo os níveis de empatia e como referido anteriormente, aumenta a probabilidade de correr maiores riscos para atingir objetivos cada vez mais elevados. Porém, não existem vitórias sem derrotas e aqui centra-se um dos maiores desafios da escola do Séc. XXI, ou seja, trabalhar com os alunos e suas famílias para que não considerem os seus sucessos como um talento inato em que se retiram todas as barreiras e se considera que o esforço para atingir resultados seja uma estratégia ineficaz. Para a redução dos níveis de ansiedade é fundamental que todos os atores da comunidade educativa estejam disponíveis para aceitar desafios psicopedagógicos que decorrem da evolução científica e que todos aprendam a persistir perante os obstáculos e no qual o esforço é especialmente premiado.

Retornando à frase que abriu este pequeno artigo: é fundamental que estejamos disponíveis e habituados a sair da nossa “zona de conforto” para evoluirmos saudavelmente sem todos os sintomas negativos que o stress e a ansiedade nos trazem.

Por fim deixamos-vos a frase de Denis Waitley: “o fracasso deveria ser o nosso professor e não o nosso coveiro. O fracasso é adiamento, não uma derrota. É desvio temporário, não é um beco sem saída. Fracasso é algo que nós só podemos evitar não dizendo nada, não fazendo nada e não sendo nada”

Vídeos recomendados:

https://www.youtube.com/watch?v=fle_FkILmEQ&t=11s

https://www.youtube.com/watch?v=MLXPrGtHXMo


Publicado por Sérgio Miguel Gaspar Pedro

segunda-feira, 3 de abril de 2023

RECOMENDAÇÃO DO CONSELHO da União Europeia de 22 de maio de 2018 sobre as Competências Essenciais para a Aprendizagem ao Longo da Vida

 (1) O Pilar Europeu dos Direitos Sociais consagra como primeiro princípio que todas as pessoas têm direito a uma educação, formação e aprendizagem ao longo da vida inclusivas e de qualidade, a fim de manter e adquirir competências que lhes permitam participar plenamente na sociedade e gerir com êxito as transições no mercado de trabalho. Prevê igualmente que todas as pessoas têm o direito de «beneficiar, em tempo útil, de uma assistência individualizada para melhorar as suas perspetivas de trabalho por conta de outrem ou por conta própria», incluindo o direito de beneficiar de formação, requalificação e educação contínua e de receber apoio em matéria de procura de emprego. Fomentar o desenvolvimento de competências é um dos objetivos que norteiam a perspetiva de um Espaço Europeu da Educação capaz de «tirar partido de todas as potencialidades da educação e da cultura enquanto motores da criação de emprego, justiça social e cidadania ativa e oportunidade para viver a identidade europeia em toda a sua diversidade».

 (2) As pessoas precisam de ter o conjunto certo de aptidões e competências para manter os atuais níveis de vida, sustentar elevadas taxas de emprego e fomentar a coesão social à luz da sociedade e do mundo do trabalho de amanhã. Ajudar as pessoas em toda a Europa a adquirir as aptidões e competências necessárias em termos de realização pessoal, saúde, empregabilidade e inclusão social contribui para reforçar a resiliência da Europa numa época de rápidas e profundas mutações.

(3) Em 2006, o Parlamento Europeu e o Conselho da União Europeia adotaram uma recomendação sobre as competências essenciais para a aprendizagem ao longo da vida. Nessa recomendação, os Estados-Membros eram convidados a desenvolver competências essenciais para todos no contexto das respetivas estratégias de aprendizagem ao longo da vida, nomeadamente no âmbito das suas estratégias para alcançar uma literacia universal, e [a] us[ar] o documento “Competências essenciais para a aprendizagem ao longo da vida — Quadro de Referência Europeu”». Desde a sua adoção, a recomendação tem sido uma importante referência para o desenvolvimento da educação, formação e aprendizagem orientadas para a aquisição de competências.

(4) Hoje em dia, as competências necessárias são outras devido ao aumento da automatização dos postos de trabalho, à presença crescente das tecnologias em todas as áreas do trabalho e da vida e à relevância cada vez maior das competências de empreendedorismo, cívicas e sociais para garantir a resiliência e a capacidade de adaptação à mudança.

Texto integral em: https://eur-lex.europa.eu/legal-content/PT/TXT/PDF/?uri=CELEX:32018H0604(01)&from=GA

Publicado por Sérgio Miguel Gaspar Pedro

terça-feira, 21 de setembro de 2021

UNESCO: Mudanças positivas por meio do desenvolvimento de liderança


Retirado de:  UNESCO - Mudanças Positivas por meio do desenvolvimento de liderança

Os desafios da liderança estão em constante evolução, e a modernização da liderança e da gestão da Organização era um dos resultados esperados do processo de Transformação Estratégica.

O Programa de Desenvolvimento de Liderança Sênior foi desenvolvido para que os participantes desenvolvessem suas competências nos aspectos práticos da liderança e, até o momento, foi entregue a quase 70 líderes da Organização, tanto no campo quanto na Sede, entre novembro de 2019 e fevereiro de 2020. 

Os líderes foram incentivados a pensar sobre como envolver os outros na criação de uma visão e como liderá-los nas mudanças a serem implementadas. Eles tiveram a oportunidade de dar vida à comunicação necessária e outras habilidades, e de experimentá-las.


Pensando nos métodos de comunicação

Alguns aspectos se destacaram como sendo particularmente apreciados pelos participantes, como a utilização da metodologia do Peer Learning Group como mecanismo de aprendizagem individual e grupal. 


Os Grupos de Aprendizagem por Pares também viram os participantes colocarem em prática métodos eficazes de escuta e de comunicação do tipo “puxar”, levando a uma maior consciência dos benefícios do diálogo aberto e da curiosidade. Esses princípios também sustentam a abordagem ágil, que foi recentemente colocada em prática pelo Setor de Educação. 


Liderando em tempos desafiadores

A crise do COVID-19 veio logo após o workshop de liderança para todos os participantes, apresentando desafios de liderança sem precedentes. Uma comunidade de aprendizagem online forneceu um veículo útil para compartilhar materiais sobre tópicos relacionados ao programa e a algumas das questões específicas de liderança durante esses tempos desafiadores.


Os participantes iniciaram o programa de 5 dias completando um processo de feedback 360 °, proporcionando uma oportunidade de autoavaliação e aumento da autoconsciência por meio do recebimento de feedback de colegas e subordinados, além de supervisores. O processo, gerenciado por um provedor externo para garantir total confidencialidade, foi baseado em um questionário estruturado em torno dos principais tópicos do programa, que foram moldados pelo feedback da Pesquisa Global de Funcionários da Organização em 2018 e pela Estrutura de Liderança do Sistema das Nações Unidas.  


Uma sessão de coaching individual garantiu que os participantes obtivessem insights e fizessem uma abordagem reflexiva do feedback 360 °, considerando o que isso lhes dizia sobre como seu estilo de liderança era percebido pelos outros e como eles poderiam usar essa consciência aumentada. O treinamento cobriu tópicos como gerenciamento de mudanças, coaching e gerenciamento de conflitos. O workshop foi construído em torno de uma série de metodologias de aprendizagem para manter o processo de aprendizagem dinâmico e permitir que os participantes se envolvam com as questões em diferentes ambientes.